No último episódio...

Nossos aventureiros voltam em sua viagem do tempo e encontram um novo grupo, formado por Danika, Catrash, Amalia e Leonidas, o Escolhido de Helm. Apesar de uma inicial diferença de pontos de vista entre os dois guerreiros sagrados, os grupos resolvem formar uma temporária aliança a fim de alcançar seus objetivos na nefasta terra de Myth Drannor.

Após alguma calmaria, em que a sinceridade de Ishmael parece ter plantado mais dúvida e desconfiança no coração de Leonidas, terríveis estirges atacam o grupo. Uma curta, mas cansativa batalha tem início, com a nova equipe sendo direcionada às profundezas da masmorra e quase sucumbindo a uma terrível queda, mas com todos sendo miraculosamente salvos por Ithanm, o clérigo de Tempus. A ação tresloucada, mas cheia de bravura, fez com que Leonidas percebesse Ishmael como aquele que ele deveria proteger. Assim, os laços que ligam o destino de todo o grupo aos poucos vão se tornando evidentes.

Estirge.

Passando o perigo, eles são abordados por um gnomo mercador, que os apresenta alguns itens para sua jornada e avisa de um grande perigo nos andares superiores que se utilizava das estirges para coletar sangue de incautos aventureiros. Ao perceber que no sangue roubado há um Escolhido e um portador de uma centelha divina ancestral, os planos dos Escudos do Crepúsculo são de evitar o uso irresponsável de tais "elementos". Apesar das tentativas de Ishmael em comprar informação e não itens, eles saem do local com algumas promissórias e poções de restauração. A elfa Amalia, no entanto, percebe a espada de Flar entre os "produtos" do gnomo.

Em nova incursão, Sairus e Amalia percebem que há um portal para Encontro Eterno ali e o ranger é arremessado para dentro dele, tendo um assustador encontro com centauros. Após alguns estudos de Amalia, o grupo parte para resgatá-lo das mãos de uma corte de fadas. A rápida aventura acaba bem, mas surge uma preocupação com aquele portal aberto ali.

Centauro.

Após alguma conversa sobre a necessidade de fechar o portal, Amalia avisa Ishmael de uma espada de grande poder que pertence ao povo élfico estava com o gnomo. O guerreiro sagrado, então, pede que ela vá até a corte élfica para avisá-los, assim, o grupo pode tomar alguma atitude levado pelos verdadeiros detentores do item.

Quando Amalia parte, uma estranha figura é percebida pelo Escolhido de Helm tentando invadir a mente do grupo. Então, o elan Intelecto surge. Sua figura não demonstra ameaça, mas uma curta e pouco esclarecedora conversa traz preocupação a todos. Assim o ser sai dali, aparentemente tendo conseguido as informações que desejava.

Nesse meio tempo, um trio de saltimbancos desponta de forma barulhenta nas masmorras. Sem muitas explicações, mas certa confusão, Sam, Samsa e Bing se unem ao grupo, depois de Ishmael ajudá-los na resolução de uma querela, adaptando as leis do Vale da Batalha à situação.

Quando Amalia retorna, ela traz consigo grandes joias que, segundo o lorde elfo que a recebeu, seriam capazes de comprar a espada. Dessa forma, o grupo vai até o gnomo, e, uma vez tendo avaliado as joias, este acaba por vender toda sua barraquinha. Sua ganância, no entanto, o leva a enganar o grupo e, mesmo com seu portentoso pagamento, é expulso de Myth Drannor pelos Escudos do Crepúsculo.
Mercador de Myth Drannor.

Com a promessa de procurar encontrar os donos dos itens (aparentemente roubados pelo gnomo), o grupo se usa deles e vai até o nível superior, mas o que eles encontram lá é bem mais assustador e incompreensível do que esperavam. Surgido de uma piscina de sangue regurgitado pelas estirges, o mago Igan apresenta-se aos Escudos. Remoendo memórias de sonhos, Ishmael o interpela acerca de sua busca de poder entre tantos mistérios de escolas mágicas e onde ele pretende chegar com essa "sede". O mago fala que tudo aquilo é para salvar o mundo. A apreensão de Ishmael quanto ao enfrentamento direto com Igan abre espaço para Leonidas desafiar o mago, que em nenhum momento deu demonstrações de amplo poder além do controle de milhares de estirges.

Um longo e incerto combate tem início e durante algum tempo ambos estiveram em certa igualdade até que Igan começa a errar seus ataques e Leonidas consegue mantê-lo numa eficaz manobra de agarro. A vitória parece tão certa para o cavaleiro de Helm que Ishmael pede que o mago declare a própria derrota, evitando sua desnecessária morte. No entanto, o orgulho de Igan termina por recompensá-lo e, em uma inesperada virada do destino, um preciso golpe derruba o Escolhido de Helm. Ishmael corre para auxiliá-lo, mas já é tarde demais, Leonidas estava além de qualquer ajuda mortal.

Tomado de ira, Ishmael vai até Igan, mas este o lembra das regras do desafio: o mago venceu, os Escudos deveriam sair dali. Em respeito ao próprio juramento e ao amigo caído, Ishmael e os outros Escudos partem, mas não sem antes lembrar a Igan que eles se reencontrariam e a sorte não mais estaria ao lado do mago.

Carregando o corpo de seu mais recente amigo, Ishmael se pergunta se toda aquela jornada realmente era certa, se havia um real propósito em tudo aquilo. A resposta é encontrada no exemplo e nas últimas palavras de Leonidas: "Viva".

O mago Igan.
E agora? Que tipo de perigos os Escudos do Crepúsculo encontrarão?

A Fala do Mestre 10 - Sobrevivente  

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Uma dezena depois ele foi encontrado. O último e único sobrevivente de uma malfadada comitiva. Não sabia como havia chegado até ali. Não lembrava o que comera ou bebera para viver até ali. Apenas um gosto amargo na boca. Quando lhe perguntaram seu nome. Respondeu com um grunhido, como se tivesse devorado a própria língua e todos os idiomas que sabia falar. Não sabia que nome dizer. Dentro dele pareciam existir muitos outros nomes devorados e violados diante de si. Restava apenas aquele gosto amargo na boca. Vendeu tudo o que possuía. Queria esquecer Lua Argêntea, queria esquecer o que tinha visto, queria esquecer que havia rastejado como um verme e alimentado-se como algo muito pior. Apenas um gosto amargo na boca. Apenas um gosto amargo.



Aproxime-se, pequeno lorde. O que deseja de mim, preso à essa pretensa imortalidade?

O ódio semicerra os olhos do pequeno dragão.

Sim, eu reconheço esse olhar, esse desejo por reparação. Somos reis tratados como vassalos.

O silêncio do mais jovem é a muralha de desconfiança que o secular espírito tenta transpor.

Você sabe, não sabe? Já fomos senhores de tudo, mas nossos deuses e nossos próprios irmãos nos abandonaram. Aquela espada é a prova do que digo. Você podia ouvir o sangue de dragões clamando dela?

Curiosidade. Ira. Indiferença simulada. Fome e sede... de vingança.

Sim, eram matadores de dragão. A antiga heresia. Os que ousam ferir os herdeiros dessa terra. Você viu, não viu? De que outra maneira poderia haver tanta precisão em seus golpes?

A garra fantasmagórica repousava agora sobre o peito. Se ali houvesse o fundamentum draconis, a garra agora o protegeria. O olhar do jovem tornou-se o banquete do ancião.

Você não tem muito tempo. Homens não duram para sempre. Nem mesmo os odiosos elfos são eternos. Eu não poderei sair daqui, mas serei sua pedra fundamental. Eu não poderei ser sua arma, pequeno lorde, mas irei ser a bainha da sua ira. Eu não poderei renascer, mas serei seu espírito e seu ímpeto.

A pequena sombra aproximou-se sem adentrar o alcance do fantasma.

Bom, muito bom. Ambição e prudência devem estar juntos. Agora deixe que eu lhe conte uma história antiga de quando fomos covardemente destronados pelo povo belo.